Na estréia de Tite como treinador do Brasil a seleção mostrou seriedade, compactação tática e bom volume de jogo para vencer um aguerrido Equador na altitude de Atuahualpa em Quito. Composto por uma defesa segura e técnica com Marquinhos e Miranda, um meio campo batalhador com Casemiro, Paulinho e Renato Augusto e um ataque veloz, a esquadra canarinho brilhou com Neymar e Gabriel Jesus.
O primeiro fez um excelente jogo coletivo e ainda marcou um gol de pênalti sofrido por Jesus no 2º tempo. No final do jogo em ótima triangulação pela esquerda, Marcelo cruzou para Jesus marcar um golaço de calcanhar aos 41 minutos. E no apagar das luzes, em um rápido contra-ataque, o menino de apenas 19 anos fez seu segundo gol no jogo com um belo chute em curva.
Fim de jogo e esperanças renovadas para a evolução do time, que agora enfrenta em seus domínios a forte Colômbia.
Pontos Fortes:
- Defesa segura e técnica; Meio campo clássico e combativo; Ataque veloz e um gênio - Neymar.
- Banco de Reservas - muitas vezes me perguntava a razão de alguns jogadores não entrarem em campo para elevar o ritmo e a velocidade do meio campo.
- Lateral direita - Daniel Alves - apesar da postura defensiva necessária, não acompanha a qualidade do elenco.
- Meio-Campo: Faltou velocidade e aproximação com o isolado William, que não recebia a bola em condições adequadas.
- Renato Augusto - fundamental na final olímpica, esteve abaixo da média ao perder bolas bobas na meia cancha. Quando defrontar um time melhor, o Brasil não pode se valer da sorte.
- Ausência de Lucas (PSG) - Desequilibrando no multimilionário elenco francês e mais maduro, sua ausência deve ser obrigatoriamente lamentada, pois é uma força ofensiva crucial para quebrar retrancas e defesas mais consistentes.

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