São Paulo - O ilusionismo e a mediocridade.

Publicado  sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Os times das últimas temporadas não alcançam os calcanhares da grandeza do clube São Paulo Futebol Clube. O fato é comprovado por diversos fatores que demonstram a insatisfação geral da torcida e justificam os apupos negativos da imprensa. Vamos aos fatos:

O último título conquistado foi a Sul-Americana em 2012, com um bom time, mas que necessitava do brilhantismo de Lucas para se impor nas partidas. Sua venda enfraqueceu o time e recheou os cofres, os quais nunca estiveram cheios para contratações similares. A diretoria, por sua vez, desde os tempos do 3º mandato de J.J. faz lambanças monstruosas, não lembrando sequer a estabilidade dos tempos áureos. Contratações suspeitas e medíocres, técnicos meia-boca e estrutura falida fizeram o clube transitar da disputa de títulos para a mera participação em campeonatos. Nesse vai e vem, desde 2005 não se consegue a montagem de elencos fortes e confiáveis, espantando o exigente torcedor tricolor paulista do estádio Sacrossanto do Morumbi - este sim, acostumado a vibrar com títulos, belas atuações e golaços. 

2016: O retrato mais fiel da atualidade do time:

Gol: A aposentadoria - mais que justificada de R.C., alçou o inseguro e azarado Denis ao gol, que não transmite confiança nem ao mais apaixonado torcedor. Sua substituição deve ser imediata!

Zaga - Maicon - o único nome de respeito é obrigado a jogar com o falso zagueiro Rodrigo Caio (venda obrigatória!), o bom jovem Lyanco e o velho tigre raçudo Lugano - impõe respeito, mas não condições técnicas e físicas.

Meio de Campo - jogadores atabalhoados, perdidos e sem alma tricolor - depender de Hudson e Wesley é estupidez. Thiago Mendes joga o feijão com arroz e Cuevas é o unico que produz boas jogadas.

Ataque: Kelvin é bom, Michel Bastos deveria sair rápido e Chavez é goleador nato.

Base: qualquer jovem da base é melhor que os atuais titulares - cito Lyanco na zaga, João Schimidt no meio e Luiz Araújo, Pedro e David Neres no ataque - falta coragem e pulso firme ao técnico para suas escalações - somente para citar alguns nomes.

Técnico: Perdeu-se o ótimo milongueiro argentino Bauza (alcançou a semi da Libertadores) para o selecionado argentino e contratamos o pífio Ricardo Gomes - seria o mesmo se a área técnica estivesse vazia. Não há alterações táticas, técnicas e de posicionamento - os jogadores jogam por si mesmo - verdadeira vergonha para a instituição SPFC.

Assim, como nos anos anteriores, os ditos "jogadores" repetem o mesmo discurso pronto e aguardam seus polpudos salários ao fim do mês - o verdadeiro sofrimento é da torcida, que ontem assistiu a mais um vexame de um clube grande com jogadores covardes e medíocres. A união da forte nação sãopaulina é fundamental para que coisas piores não aconteçam. E que venha 2017, pois mais uma vez o natal sem presente chegou mais cedo ao torcedor tricolor.

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